A Nossa História: De "Gatos de Rua" à Criação da Felis Vahn

Contamos um pouco da nossa história para vocês conhecerem mais sobre a marca.

SOBRE NÓS

Ian Pazzini

8/20/20265 min ler

a cat laying on the hood of a car
a cat laying on the hood of a car
A virada: de Dog Walker a Estrategista

Fui trabalhar para terceiros e fiquei nos bastidores estudando meus erros e acertos, até que me surgiu uma oportunidade de renda extra: passear com cães. Minha mãe tinha um Pet Shop, recebeu essa demanda que não conseguia absorver e me passou os contatos.

A parte irônica de tudo isso é que eu vinha estudando conceitos de marketing, administração e vendas para aplicar em agência, não para passear com cachorros. Mas o serviço começou a dar tão certo que "pulei a fila" e coloquei os cães como prioridade.

O que começou como passeios informais, resolvi estruturar como um negócio de verdade desde o início. Com estratégia, precificação e branding. E, para quem estava começando do absoluto zero, deu muito certo! Conquistei mais clientes, criei produtos complementares, aumentei o LTV (Life Time Value, o valor ao longo do ciclo de vida do cliente) e tudo isso sem rodar um único centavo de tráfego pago — até porque eu não tinha dinheiro. O Google Orgânico se tornou o melhor indicador dos meus serviços.

Nossa história não tem nada de glamour. Começamos como gatos de rua mesmo, se me permite o trocadilho. Lembro como se fosse ontem: eu andando cidade afora, olhando para todas aquelas fachadas de lojas e fazendo anotações no celular: "Essa loja tem potencial, essa vai fechar, aquela dali até que é boa, mas é com aquela ali que eu vou entrar em contato".

Eu mapeava as empresas com as quais tinha vontade de trabalhar em conjunto. Estudava as redes sociais delas, a forma como se portavam e o que eu conseguiria melhorar. Não eram todas que eu poderia atender, até porque nem todas se encaixavam na minha descrição de cliente ideal ou sequer precisavam do meu serviço.

Aquela loja de roupas da esquina, por exemplo, ou alguma empresa que já tinha uma pessoa interna para cuidar das redes sociais — ali eu percebia que não havia futuro. E não falo isso da boca para fora: eu insisti nas primeiras até começar a levar os primeiros "nãos".

E quantos "nãos" eu levei!

Por isso, comecei a detalhar e filtrar melhor os clientes, tanto para otimizar meu tempo quanto para me poupar das rejeições. Nada era mais desanimador do que andar por horas, estudar a empresa e, na hora de apresentar a proposta, levar um não antes mesmo de falar com o responsável. Uma lição que aprendi foi que, em alguns negócios, o não já é certo.

Mesmo assim, é preciso enxergar o cenário como um todo. A cada porta fechada, eu estava mais próximo do sim! E assim fui conseguindo os meus primeiros clientes, caminhando na rua e oferecendo meus serviços. Mas, afinal, o que eu oferecia?

Casa de ferreiro, espeto de pau

Na época a empresa não tinha nome. Era apenas uma pegada "eu cuido do seu marketing", bem simples e nada profissional, eu admito! E se tem uma coisa que percebi nesse período foi um padrão muito claro: jovens que buscam empreender começam prestando serviços de marketing genérico, mas vivem a máxima de que "em casa de ferreiro, o espeto é de pau". Afinal, o que eu vendia para as pessoas, eu não aplicava para mim.

Não porque não funcionava ou porque eu não acreditava, mas por um motivo simples que move tudo nessa vida: Tempo x Dinheiro.

Sim! Marketing demanda tempo e dinheiro, e para quem está começando, a falta de dinheiro pesa muito mais. Eu precisava de retorno financeiro e precisava rápido. Por isso, eu não tinha cabeça (nem tempo) para criar um blog ou escrever artigos, algo que não me traria lucro imediato — exatamente o oposto do que estou fazendo agora.

A verdade é que tudo relacionado ao marketing, a não ser que seja Tráfego Pago (os famosos Ads), leva tempo. O retorno nunca é imediato. Mas, quando ele vem, é constante e progressivamente maior. Bom, ao menos é isso que espero ao começar este blog!

O teto que virou minha ruína

Pois bem, com os primeiros clientes na carteira, fui aprimorando minhas técnicas de vendas. (Inclusive, vou deixar aqui um link para um vídeo no YouTube onde falo sobre as estratégias que usei para fechar esses primeiros contratos [inserir link]).

Lembro que cheguei a ter 100% de conversão após certo período porque aprendi uma lição de ouro: filtrar e qualificar meus leads. Nem todo mundo merece o nosso tempo; portanto, não era com todo mundo que eu avançava para uma reunião.

Assim, cheguei a um número de clientes que se tornou, ao mesmo tempo, meu teto e minha ruína: sete.

Pode parecer pouco, mas o tempo que eu levava me deslocando a pé de um em um, somado ao trabalho de gravar conteúdo, chegar em casa, editar, preparar as postagens e ainda estudar o mercado de cada um, estava me sufocando. Lembro de um dia em que parei para fazer as contas: a manhã tinha acabado de começar, mas as demandas que eu precisava entregar já superavam as 24 horas de um dia! (risos).

Hoje é engraçado, mas na hora foi desesperador, afinal, fui eu mesmo quem cavou esse buraco. Para piorar, a administração da minha "agência" era péssima: não pagava meus impostos, lidava com atrasos nos pagamentos dos clientes e, na ânsia de vender mais, eu cometia o erro de parcelar meus honorários em duas vezes de 50%. A primeira parcela entrava no fechamento do acordo, e a segunda apenas no final do mês, vinculada ao batimento de KPIs definidos em conjunto.

Resumindo a receita do fracasso: eu cobrava pouco, parcelava o recebimento e atrelava meu pagamento a metas que não dependiam apenas de mim — várias vezes atrasei conteúdos porque o próprio cliente não tinha horário para gravar comigo. Além disso, eu vivia sem nenhuma previsibilidade de caixa, me vangloriando de que "não fazia contratos longos para não prender o cliente".

Quando bati a marca de 7 clientes, minha entrega desmoronou. Precisei devolver o dinheiro do sétimo (que sequer cheguei a atender), perdi acordos verbais e cancelei outros serviços. Em um mês, destruí aquilo que levei meses para construir. Simples assim.

Decidi que não voltaria para esse tipo de serviço e acabei me afastando da área. Durante bons anos escolhi fazer o caminho inverso — mais longo, é verdade, mas reforçando o que já falei: o marketing exige tempo, mas os resultados compensam no longo prazo.

E assim nasce a Felis Vahn

Eu queria registrar essa empresa de cães apenas como "Canis", mas como o domínio já estava tomado, adotei Canis Khan. Como já tenho a visão lá na frente de montar uma holding, segui com uma filosofia para o naming das marcas: nome do animal em latim + uma palavra complementar com a vogal "A".

E como dizem: quem tem cachorro, acaba tendo gato! (risos).

Foi seguindo essa mesma lógica, amadurecimento e visão de negócios que a marca evoluiu e passou a se chamar Felis Vahn. É engraçado como as reviravoltas da vida funcionam.

A curiosidade não matou o gato. Criou marcas.